Histórias
Todas as histórias autorizadas, do pedido inicial ao documento que ficou com a família.

O que cada casa pediu e o que ficou no papel
Casos de empresas que nasceram dentro de casa e cresceram sem trocar o combinado verbal por um escrito. Publicado com autorização.
Padaria que virou três lojas
Ouvimos os três separadamente e treze funcionários. Vinte e uma das trinta decisões tinham dois donos. A casa ficou com a matriz de papéis e a reunião de sexta-feira, com pauta de quatro itens.
Transportadora fundada pelo avô
Lemos o contrato e cinco alterações acumuladas em vinte anos. Resumimos tudo em duas páginas e apontamos três pontos vencidos. A família levou o resumo ao advogado com a lista pronta.
Fábrica de doces da família
Escrevemos com os sócios a descrição de seis cargos e o critério de entrada de familiar na gestão. Ficou também o combinado de que cargo não se cria para acomodar pessoa.
Loja de material elétrico
Separamos as retiradas dos sócios do custo da operação em uma planilha simples. A casa passou a ter valor fixo mensal por sócio, aprovado em ata.
Gráfica de bairro com dois irmãos
Criamos o calendário de decisões: assunto grande só entra em reunião marcada. Em três meses a discussão saiu do balcão e passou para a quinta de manhã, com ata.
Funilaria com dois sócios primos
Escrevemos a regra de contratação em uma página: quem abre vaga, quem entrevista, quem assina. Ficou também o modelo de descrição de vaga.
Escritório de contabilidade familiar
Mapeamos as trinta decisões e encontramos onze que só ele tomava. Nove foram delegadas por escrito, com limite e prazo. As férias aconteceram no ano seguinte.
Rede de floriculturas das irmãs
Conduzimos as três primeiras reuniões com pauta e tempo marcado. O modelo de ata em uma página ficou com elas e continua sendo preenchido.
O que a família pergunta antes de começar
Sem rodeio, porque são perguntas difíceis e merecem resposta direta.
Vocês vão dizer quem manda na empresa?
Não. Quem decide isso são os sócios. O nosso trabalho é mostrar, com o que foi ouvido, onde o entendimento atual diverge, e conduzir a conversa em que a mesa combina o que vale daqui para a frente. O documento registra a decisão da família, não a nossa opinião sobre ela.
O que é dito nas conversas individuais fica em sigilo?
Fica. Nada é atribuído a ninguém, e o material que circula mostra o quadro geral, sem nome, cargo ou frase reconhecível.
E se um dos sócios não quiser participar?
O trabalho não começa. Combinado escrito com um assento vazio não vale o papel em que está impresso, e preferimos adiar a esperar o problema aparecer depois.
Isso substitui o trabalho do advogado?
Não. Cuidamos da organização e do combinado de gestão; alteração de contrato, acordo de sócios e questões societárias são do advogado da casa, e o nosso resumo costuma servir de pauta para essa conversa.
A empresa tem só nove pessoas. É cedo demais?
É o melhor momento. Com nove pessoas dá para escrever o combinado em nove semanas; com cinquenta, o mesmo trabalho leva o dobro.
Funciona para empresa que não é de família?
Funciona. A ordem das etapas é a mesma; mudam as pessoas ouvidas e o peso da leitura societária.
Escrever o que já está combinado é mais rápido do que parece
A conversa de abertura leva uma hora e pode ser com um sócio só. Dela sai o recorte do trabalho e a lista de quem precisa ser ouvido.