Cada sócio, em separado
Três a cinco conversas individuais de uma hora, com a mesma lista de perguntas para todo mundo. O que aparece de diferente entre elas é o material de trabalho.
Somos uma consultoria de gestão. Atendemos empresas familiares que cresceram e precisam de regra escrita, e prestamos cinco serviços: avaliação da gestão, plano de organização para o ano, condução das reuniões do ano, relatórios gerenciais para a direção e formação de sucessores e gerentes. A escuta começa com cada sócio em separado, sempre.

Cada serviço tem escopo escrito, prazo combinado e um documento que o encerra. Abaixo, o que cada um inclui na prática.
Escuta individual de cada sócio, entrevistas com quem ocupa cargo de chefia e leitura do que já existe no papel — contrato social, procurações, o caderno do fundador. Entrega: resumo em duas páginas.
Matriz de papéis, descrição dos cargos, mapa de decisões e calendário anual de reuniões, tudo assinado. Cada linha traz o responsável, a data e o registro que a encerra.
Condução das reuniões enquanto o plano anda: pauta escrita, tempo marcado por item, ata de uma página no mesmo dia e revisão semestral do combinado.
Uma página por mês com os indicadores que os sócios acompanham juntos — prazo, reclamação, pendência por área — e o registro do que foi decidido na reunião anterior.
Seis encontros com quem vai assumir área ou cadeira: conduzir reunião, delegar sem desautorizar, ler o relatório mensal e registrar o que foi combinado.
Reunir a família toda na primeira conversa é o jeito mais rápido de não descobrir nada. Cada sócio fala primeiro sozinho, e só depois a mesa se junta.
Três a cinco conversas individuais de uma hora, com a mesma lista de perguntas para todo mundo. O que aparece de diferente entre elas é o material de trabalho.
Treze conversas curtas com quem trabalha na empresa e não tem sobrenome de sócio. É ali que se descobre a quem as pessoas realmente perguntam quando precisam de uma decisão.
Contrato social, alterações, procurações, acordos antigos e o caderno do fundador. Muita coisa já foi combinada e esquecida, e recuperar isso poupa discussão nova.
Listamos trinta decisões comuns do mês e perguntamos, a cada pessoa, quem decide cada uma. As respostas divergem mais do que a mesa imagina.
Apresentamos o quadro com todos presentes. Ninguém é citado pelo nome, e a divergência fica visível sem virar acusação.
Matriz de papéis, descrição de cargos e calendário de decisões redigidos na reunião seguinte e assinados por todos os sócios.
Cada linha abaixo termina em documento. Sem documento, a semana não é dada por encerrada.
Uma hora com quem procurou a casa. Sai o recorte do trabalho, a lista de quem será ouvido e o calendário das reuniões.
Cada sócio fala sozinho, com a mesma lista de perguntas. As anotações não circulam entre eles.
Treze conversas de trinta minutos com quem trabalha na casa, de todos os setores e tempos de empresa.
Contrato social, alterações, procurações e acordos anteriores, lidos e resumidos em duas páginas de linguagem comum.
As decisões mais frequentes listadas e cruzadas com o que cada entrevistado respondeu sobre quem decide.
Duas horas com todos os sócios na mesma sala, sem citar nomes, com a divergência exposta em quadro.
Quem decide, quem executa, quem é consultado e quem é informado, assunto por assunto, escrita na própria reunião.
Descrição de cargos dos sócios e dos gerentes e o calendário anual de decisões, com data de cada reunião.
Conduzimos a primeira reunião com pauta, tempo marcado e ata assinada. O modelo de ata fica com a casa.
Abra cada formato para ver o que ele inclui e quando costuma fazer sentido.
Casos de empresas que nasceram dentro de casa e cresceram sem trocar o combinado verbal por um escrito. Publicado com autorização.
Ouvimos os três separadamente e treze funcionários. Vinte e uma das trinta decisões tinham dois donos. A casa ficou com a matriz de papéis e a reunião de sexta-feira, com pauta de quatro itens.
Lemos o contrato e cinco alterações acumuladas em vinte anos. Resumimos tudo em duas páginas e apontamos três pontos vencidos. A família levou o resumo ao advogado com a lista pronta.
Escrevemos com os sócios a descrição de seis cargos e o critério de entrada de familiar na gestão. Ficou também o combinado de que cargo não se cria para acomodar pessoa.
Separamos as retiradas dos sócios do custo da operação em uma planilha simples. A casa passou a ter valor fixo mensal por sócio, aprovado em ata.
Criamos o calendário de decisões: assunto grande só entra em reunião marcada. Em três meses a discussão saiu do balcão e passou para a quinta de manhã, com ata.
Sem rodeio, porque são perguntas difíceis e merecem resposta direta.
Não. Quem decide isso são os sócios. O nosso trabalho é mostrar, com o que foi ouvido, onde o entendimento atual diverge, e conduzir a conversa em que a mesa combina o que vale daqui para a frente. O documento registra a decisão da família, não a nossa opinião sobre ela.
Fica. Nada é atribuído a ninguém, e o material que circula mostra o quadro geral, sem nome, cargo ou frase reconhecível.
O trabalho não começa. Combinado escrito com um assento vazio não vale o papel em que está impresso, e preferimos adiar a esperar o problema aparecer depois.
Não. Cuidamos da organização e do combinado de gestão; alteração de contrato, acordo de sócios e questões societárias são do advogado da casa, e o nosso resumo costuma servir de pauta para essa conversa.
É o melhor momento. Com nove pessoas dá para escrever o combinado em nove semanas; com cinquenta, o mesmo trabalho leva o dobro.
Funciona. A ordem das etapas é a mesma; mudam as pessoas ouvidas e o peso da leitura societária.
A conversa de abertura leva uma hora e pode ser com um sócio só. Dela sai o recorte do trabalho e a lista de quem precisa ser ouvido.
Conte há quanto tempo a empresa existe, quantos sócios são e o que trava a decisão hoje.

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