Cada sócio, em separado
Três a cinco conversas individuais de uma hora, com a mesma lista de perguntas para todo mundo. O que aparece de diferente entre elas é o material de trabalho.
A Clarionis é uma consultoria de gestão de Teresina — PI, dedicada a empresas de família. Somos treze pessoas e atendemos negócios que nasceram dentro de casa e hoje têm de 20 a 300 funcionários.
A Clarionis foi fundada em 2016 por duas consultoras que já trabalhavam com empresas familiares dentro de escritórios maiores. Hoje somos treze pessoas, entre quem conduz as escutas, quem redige os documentos e a coordenação das agendas.
Atendemos empresas de família com 20 a 300 funcionários — transportadoras, comércios de bairro que viraram rede, indústrias de segunda geração, escolas e clínicas — em Teresina e nas cidades do Piauí e do Maranhão. Em regra, trabalhamos com uma única empresa por família.
O escopo é sempre escrito: quantas escutas, quantas reuniões, quais documentos e as datas. A escuta começa individual, com a mesma lista de perguntas para todos, e o encontro conjunto só acontece quando já existe um quadro para mostrar — sem nome e sem frase atribuída a ninguém. Toda reunião tem pauta escrita e ata de uma página.
O que não fazemos: advocacia societária, inventário, holding patrimonial, contabilidade e avaliação de bens. Não decidimos nada no lugar dos sócios e não participamos de assembleia como parte: conduzimos a conversa e redigimos o combinado a que a família chega.

A escuta individual vem antes da mesa conjunta; em grupo, o assunto difícil não aparece.
A divergência é mostrada como quadro, nunca como frase atribuída a alguém.
Reunião sem pauta escrita e sem ata de uma página não é dada por realizada.
Conduzimos a conversa e redigimos o combinado; quem decide o conteúdo são os sócios.
Reunir a família toda na primeira conversa é o jeito mais rápido de não descobrir nada. Cada sócio fala primeiro sozinho, e só depois a mesa se junta.
Três a cinco conversas individuais de uma hora, com a mesma lista de perguntas para todo mundo. O que aparece de diferente entre elas é o material de trabalho.
Treze conversas curtas com quem trabalha na empresa e não tem sobrenome de sócio. É ali que se descobre a quem as pessoas realmente perguntam quando precisam de uma decisão.
Contrato social, alterações, procurações, acordos antigos e o caderno do fundador. Muita coisa já foi combinada e esquecida, e recuperar isso poupa discussão nova.
Listamos trinta decisões comuns do mês e perguntamos, a cada pessoa, quem decide cada uma. As respostas divergem mais do que a mesa imagina.
Apresentamos o quadro com todos presentes. Ninguém é citado pelo nome, e a divergência fica visível sem virar acusação.
Matriz de papéis, descrição de cargos e calendário de decisões redigidos na reunião seguinte e assinados por todos os sócios.
Casos de empresas que nasceram dentro de casa e cresceram sem trocar o combinado verbal por um escrito. Publicado com autorização.
Escrevemos com os sócios a descrição de seis cargos e o critério de entrada de familiar na gestão. Ficou também o combinado de que cargo não se cria para acomodar pessoa.
Separamos as retiradas dos sócios do custo da operação em uma planilha simples. A casa passou a ter valor fixo mensal por sócio, aprovado em ata.
Criamos o calendário de decisões: assunto grande só entra em reunião marcada. Em três meses a discussão saiu do balcão e passou para a quinta de manhã, com ata.
Escrevemos a regra de contratação em uma página: quem abre vaga, quem entrevista, quem assina. Ficou também o modelo de descrição de vaga.
A conversa de abertura leva uma hora e pode ser com um sócio só. Dela sai o recorte do trabalho e a lista de quem precisa ser ouvido.